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Município
do leste do Estado de Minas Gerais, situado no Vale
do Rio Doce, Governador Valadares
é uma cidade privilegiada.
A sua estratégica localização geográfica, a sua
completa infra-estrutura urbana, a sua vocação
para o turismo e o espírito empreendedor do seu
povo, fazem desta cidade parada obrigatória no
caminho de quem planeja investimentos no futuro com
absoluta segurança.
Considerada das mais destacadas Cidades do Estado
sendo o centro de polarização econômica do Leste
Mineiro, Governador Valadares vem
se apresentando como a melhor opção para receber
investimentos industriais.
Conhecida como a Plataforma Mundial do Vôo
Livre, graças ao Pico do Ibituruna que é
o palco de diversos campeonatos de vôo livre, tanto
nacionais como internacionais, e pelo intenso comércio
de pedras preciosas.
História
Remonta
a 1573 a primeira tentativa de
penetração no Médio Rio Doce, a partir de Porto
Seguro, na Bahia. Entretanto, só no século XIX se
iniciou, efetivamente a colonização do Vale do Médio
Rio Doce.
Como um dos fatores que contribuíram para a fixação
do homem na região, pode-se citar a Carta Régia de
13 de maio de 1808 que criou as
seis Divisões Militares do Rio Doce.
A
partir de então formou o povoado que mais tarde, em
1884, se viu transformado com a
criação do Distrito de Santo Antônio da
Figueira. Dois elementos geográficos
teriam influenciado na opção por este local: o Rio
Doce, ligação com o litoral do Espírito
Santo e o Pico do Ibituruna, marco
referencial para os que penetram na região. Ao
longo do tempo o lugar foi chamado por muitos nomes:
Porto de Dom Manuel, Porto de Figueira do
Rio Doce, Santo Antônio de Bom Sucesso, Porto do
Figueira dos Botocudos, Baguari, Santo Antônio de
Figueira, Figueira do Rio Doce, Figueira e
finalmente, Governador Valadares.
Aspectos
Históricos
A
região do Rio Doce teve seu povoamento iniciado em
meados do século XVII, após a descoberta de ouro
nas proximidades de Peçanha, onde se localizava então
um dos principais depósitos minerais do País. Esta
ocupação ocorreu em apenas parte da área, sendo
as outras povoadas posteriormente, nos séculos XIX
e XX, com catequização indígena e atividade
cafeeira.
As
primeiras expedições à área do Rio Doce de que
se tem registro deveram-se a Sebastião
Fernandes Tourinho que, partindo de Porto
Seguro, na Bahia, por volta de 1573
alcançou terras hoje mineiras. Subindo os rios
Jequitinhonha e Araçuaí numa primeira expedição,
retornou posteriormente pelo rio Doce com 400
homens, atingindo também os rios Santo Antônio e
Guanhães.
Um
dos primeiros povoados registrados na região foi o
de São Miguel e Almas de Guanhães, estabelecido em
torno da capela erguida em 1811 em
terrenos de José Coelho da Rocha, Francisco de
Souza Ferreira, Antônio de Oliveira Rosa, Faustino
Xavier Caldeira e José de Oliveira Rosa.
Posteriormente, foram aos poucos sendo criados os
povoados de Ferros, Conceição do Mato Dentro,
Paulistas e Peçanha, estando Figueira (atual Governador
Valadares) subordinada a este último.
Em
1823, é estabelecido o Quartel D.
Manoel, na margem esquerda do Rio Doce, exatamente
no ponto a partir do qual o rio torna-se
parcialmente navegável até o mar.
Em
finais do século XIX, Dom Manuel era o principal
porto fluvial no Rio Doce, no trecho compreendido
entre Aimorés e Naque, transformando-se no local de
encontro regular das tropas que transportavam os
excedentes do noroeste da bacia do Rio Doce e das
canoas que faziam o percurso acidentado do rio,
trazendo produtos industrializados do litoral.
Apenas a partir do início do século XX a ocupação
do território sob estudo foi acelerada, com a
constituição da Estrada de Ferro Vitória-Minas -
EFVM, através do decreto 4 337, de 1º de fevereiro
de 1902. Inicialmente traçada
passando por Diamantina e Peçanha, a referida
ferrovia teve seu curso desviado para atingir as
reservas de ferro descobertas em Itabira, então
controladas por capital inglês.
Em
1925, foi instalada a primeira
usina elétrica, destinada a abastecer as residências
da vila. Tal usina, da firma Mafra & Irmãos,
era movida a vapor de caldeira.
Em
1936, foi criado o Partido
Emancipador de Figueira, que se mobilizou para a
instauração do município, o que só se deu
efetivamente em 1938, como antes
mencionado.
Já
na década de 1930, a finalização
da EFVM facilitou a expansão das atividades siderúrgicas
para o Vale do Rio Doce, a leste da área Central do
Estado, potencializada também pela conexão da
ferrovia com a Estrada de Ferro Central do Brasil,
interligando a área com os grandes centros
consumidores do País, Rio de Janeiro e São Paulo.
Dessa maneira, inicia-se a implantação do parque
siderúrgico mineiro, com destaque para a inauguração
da usina de João Monlevade (1937)
e da Cia. Belgo-Mineira. Poucos anos mais tarde, a
Companhia Vale do Rio Doce - CVRD se estabelecia em
Itabira (1942), a Acesita em Timóteo
(1944) e a Usiminas, em Ipatinga (1956).
Pela
Lei n.º 5 106, de 1966, foram
introduzidos incentivos fiscais para a atividade
reflorestadora, o que veio a incrementar a prática
do plantio de eucalipto. Segundo dados apurados, no
final da década de 1960 a Cia.
Belgo-Mineira possuía cerca de 73 852 ha.
reflorestados na Rio Doce, enquanto a Acesita tinha
41 796 ha.
A
partir da década de 1970, ganhou
relevância outra empresa, a Celulose
Nipo-Brasileira - CENIBRA, fundada em setembro de 1973
e se constituindo em um dos empreendimentos de porte
da região, nos municípios de Açucena e Belo
Oriente.
Na
década de 1950, Governador
Valadares era considerada a cidade das
serrarias. (...) o município era o centro mesmo das
famosas matas do Rio Doce, cujas matas - só comparáveis
às da Amazônia - alimentaram durante dezenas de
anos uma próspera indústria extrativa.
Outros marcos da história valadarense, que
influenciaram seu desenvolvimento, foram a implantação
da Usina Hidrelétrica de Tronqueiras e das rodovias
federais BR-381 e BR-116.
Em
1943/44, a Rio-Bahia atravessa as
terras do município, confirmando sua situação de
pólo regional ao intensificar a concentração de
atividades comerciais e de prestação de serviços.
Segundo
documentos, em meados de 1967, foi
criada a Fundação Percival Farquhar, com a união
de 159 pessoas (físicas e jurídicas), que
colaboraram na compra de equipamentos, livros e
mobiliário. Foi então instalado, em prédio cedido
pela Companhia Vale do Rio Doce, o Minas Instituto
de Tecnologia - MIT, que contava com os cursos de
Engenharia Mecânica e Metalurgia. Posteriormente,
foram sendo criadas outras unidades, com novos
cursos, com destaque para a Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras - FAFI-GV e a Faculdade de
Odontologia - FOG, além da Escola Técnica do
Instituto de Tecnologia ETEIT.
A
área apresenta, segundo a regionalização vigente,
as microrregiões de Aimorés, Caratinga, Guanhães,
Governador Valadares, Ipatinga,
Mantena e Peçanha.
A
microrregião de Governador Valadares,
por sua vez, agrega os municípios de Alpercata,
Campanário, Capitão Andrade, Coroaci, Divino das
Laranjeiras, Engenheiro Caldas, Fernandes Tourinho,
Frei Inocêncio, Galiléia, Governador
Valadares, Itambacuri, Itanhomi, Jampruca,
Marilac, Nacip Raydan, Nova Módica, Pescador, São
Geraldo da Piedade, São José da Safira, São José
do Divino, Sobrália, Tumiritinga, Vila Matias e
Virgolândia.
Fonte:
Diagnóstico Municipal/SEBRAE/MG
Fórum de Desenvolvimento de Governador
Valadares
Período: 1998-1999
Cronologia
da História de Governador Valadares
1842
> Sebastião Fernandes Tourinho é atraído
pela majestosa Serra Negra, o belo pico da
Ibituruna, além da exuberante vegetação nas
margens do Rio Doce, entre Suaçuí Grande e Rio
Corrente. Diz a lenda que o Rei Dom Manoel esteve em
uma excursão pelas margens do Rio Doce, detendo-se
um pouco na figueira. Vendo uma incursão dos temíveis
Aimorés, a excursão esconde-se no sopé da
Ibituruna. Dizem que esta é a origem do nome Porto
de Dom Manoel. Essa história é dada por verdadeira
por José Serra Lima, Rodrigues da Silva e João Gonçalves.
1882
> Ligando Aimorés a Naque havia
dois portos, sendo o principal o Porto de Dom
Manoel, que mais tarde passou a se chamar Porto das
Canoas e Santo Antônio do Porto de Figueira. Era o
início da rua Quintino Bocaiúva. No local havia
uma árvore lendária, uma figueira. Figueira do Rio
Doce teve seu início no Distrito de Paz, sob o nome
de Baguary, nome indígena que significa vagaroso,
por causa do Figueirinha que desaguava nas imediações
do Porto de Figueira.
1888
> Lei Provincial confirmada pela
lei estadual de 14/07/1989 criou o
Distrito de Santo Antônio do Bonsucesso ou Santo
Antônio da Figueira, município de Peçanha.
1909
> Figueira já contava com mais ou menos
200 habitantes. Os tropeiros e comerciantes
ambulantes de Patrocínio, Peçanha e Santa Maria
começaram a descer a mata até Figueira.
1910
> Inauguração da estrada de ferro Vitória-Minas.
A partir daí o progresso acelera, tanto em população
quanto em crescimento econômico. Havia uma pequena
vila e algumas casas espalhadas.
1912
> Início do loteamento da região e
construção da primeira igreja católica, a Igreja
de Santo Antônio, com missas coordenadas pelo vigário
de Peçanha, Pe. Júlio.
1913
> 300 habitantes. Uma grande tempestade
atingiu a cidade. Árvores e muitos telhados de
casas onde hoje estão as ruas Israel Pinheiro, D.
Pedro II, Barão do Rio Branco e Bárbara Heliodora
foram arrancados.
1918
> Foi aberta a primeira "estrada do
boi", em plena mata virgem entre Itambacuri e
Chonim. O gado que era levado para o Norte passava
por esta estrada.
1920
> Primeira indústria de madeira,
proprietário Francisco Pobel, na rua Prudente de
Moraes, e chegada de professoras de Peçanha.
1922
> Primeira padaria na rua Prudente de
Moraes, do Sr. Massad.
1923
> A partir de uma lei de 7 de setembro o
distrito passa a ser chamado de Figueira.
1924
> A cidade começa a crescer com a ajuda
dos pioneiros: Segismundo Costa (empreendedor),
Seleme Hilel (comerciante que chegou a prefeito da
cidade), Francisco de Paula Freitas (primeiro farmacêutico),
Said, Ramuth e Tufic, Capitão Manuel Gonçalves,
José Amado, José de Oliveira Fonseca, Domingos
Papi, Antônio Spirito, João Lopes e família
Cabral.
1925
> Instalação da Coletoria Federal,
primeiro cinema (que só durou seis meses) e a
primeira usina elétrica a vapor de caldeira.
1932
> Começam os projetos para a emancipação
do distrito.
1936
> Iniciados os trabalhos do matadouro e
entrega do projeto de criação do município ao
deputado Cônego Domingos.
1937
> Dia 15 de novembro foi assinado pelo
Governador Benedito Valadares decreto que emancipava
administrativamente o município, publicado em 31 de
dezembro do mesmo ano.
1938
> 30 de janeiro acontece a instalação
do município e a festa de posse do primeiro
prefeito, Dr. Moacyr Paletta de Cerqueira Lage.
Fonte:
Livro Memórias
de Uma Cidade, de Ruth Soares. |